Em 2014, é importante destacar a importância do Comitê de Gestão de Riscos Corporativos (CRISC). Este comitê contribui para que a cultura de Gerenciamento de Riscos seja cada vez mais efetiva e disseminada na Companhia. São os objetivos do CRISC:

Intensificar a integração da gestão de riscos empresariais com os demais processos organizacionais.

Aproximar a gestão de riscos empresariais do processo de tomada de decisão pela Alta Administração.

Aprimorar o processo de gestão de riscos empresariais pela adoção das melhores práticas.

Consolidar a gestão de riscos empresariais como um processo contínuo e estruturado no contexto organizacional.

Alinhar a gestão de riscos empresariais aos objetivos estratégicos e ao planejamento de negócios.

O CRISC tem composição multidisciplinar e atua como órgão de assessoria à Diretoria Executiva na definição de diretrizes e estratégias paraComitê de riscos a gestão de riscos empresariais. Outra atribuição importante deste Comitê é a de manter atualizada a Matriz de Riscos Empresariais da TBG com as áreas responsáveis. O CRISC responde, ainda, pelo estímulo e divulgação da cultura de gestão de riscos empresariais na organização.

Através do CRISC, a TBG vem ampliando o alcance do Gerenciamento de Riscos, incorporando melhorias ao processo e consolidando a evolução que vem ocorrendo nos últimos anos.

Riscos Financeiros e Tributários

A TBG, por possuir endividamento e receita operacional atrelados ao dólar, está diretamente exposta aos riscos de volatilidade da moeda estrangeira. Como forma de mitigar esta exposição cambial, a Companhia adota uma política de gestão de risco cambial, aprovada pelos acionistas em 2012, que estabelece premissas e regras para a realização de operações financeiras de proteção cambial (hedge), objetivando, assim, reduzir os riscos oriundos da oscilação da moeda dólar.

Além disso, a TBG possui uma política de contratação de seguros, com o objetivo principal de salvaguardar o patrimônio da empresa, para os ramos de Risco Operacional, Responsabilidade Civil, Riscos de Engenharia, incêndio e conteúdo, transportes, entre outros. Os seguros são contratados em conjunto com as apólices da Petrobras, gerando economia de escala nos gastos com prêmios.

Riscos Comerciais

Como integrante da cadeia do gás natural, a TBG monitora as alterações regulatórias do mercado e participa dos processos de consulta pública, quando estes ocorrem, a fim de mitigar eventuais efeitos adversos provocados por novas obrigações impostas pelo arcabouço regulatório do setor

Salienta-se que, a curto e médio prazo, o principal risco comercial da TBG está associado à ocorrência de falhas de entrega ou de recebimento, que podem resultar em penalidades junto a seu cliente. Para tanto, a Companhia mitiga os riscos operacionais relacionados.

Tendo em vista a previsão de término da vigência do contrato TCQ, em 2019 e TCX, em 2021, que correspondem, em média, por 74% e 24% respectivamente do valor de seu faturamento mensal, a TBG vem tomando ações visando à perenidade e diversificação de seus negócios, alinhados ao Plano Estratégico 2020.

Riscos Associados à Segurança Ocupacional

Ao longo do ano de 2014, foram realizados três exercícios de segurança. Em fevereiro, ocorreu o simulado no Ponto de Entrega REPLAN (SP) e, em setembro, um exercício em sala de aula, conhecido como Table Top , simulando uma emergência no Trecho Sul do Gasoduto. Em novembro, na Estação de Compressão de Anastácio (MS), foi realizado mais um simulado, que contou com a participação de órgãos governamentais como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária Federal, além da participação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da comunidade.

Além destes exercícios de segurança, ocorreram dois simulados de emergência de abandono dos escritórios da TBG em Campinas (SP) e no Rio de Janeiro (RJ).

As iniciativas atendem não somente às exigências e à política de segurança da TBG, mas também àquelas requeridas pela ANP e pelo IBAMA, tendo como objetivos testar os procedimentos, recursos e a articulação da TBG com os órgãos competentes.

Riscos Operacionais

As ações da TBG voltadas à mitigação dos riscos operacionais visam o controle das ameaças à integridade estrutural do Gasoduto identificadas – conforme diretrizes da norma ASME B31.8S Managing System Integrity of Gas Pipelines – em: danos mecânicos provocados pela movimentação do terreno ou pela ação de terceiros, corrosão na parede interna ou externa do duto, diferentes processos de crescimento de trincas e falhas em equipamentos. Este controle é garantido com a execução de programas de inspeção, manutenção e ações preventivas, que contempla, entre outras:

  • - Inspeções terrestres e aéreas da faixa de servidão;
  • - Inspeções sobre válvulas, atuadores e scrapers lançadores/recebedores de pigs instrumentados;
  • - Inspeção do sistema de proteção catódica;
  • - Inspeções internas do gasoduto utilizando pigs instrumentados;
  • - Reparos e manutenções corretivas, preventivas e preditivas das instalações de superfície, do duto e da faixa;
  • - Atividades de conscientização pública para prevenção da ação de terceiros.

Neste aspecto, destaca-se em 2014 a elaboração do projeto para a reabilitação da travessia do Rio Manoel Alves (SC), através da técnica de furo direcional, que visa acrescentar ao duto maior confiabilidade operacional.

A eficácia das técnicas de controle de ameaças é avaliada pela TBG com o Programa de Gerenciamento de Integridade, que contempla a etapa de “avaliação da integridade” por meio de inspeções com pigs instrumentados capazes de localizar perdas de espessura de parede, deformações geométricas e deslocamentos transversais do duto.

Para a linha tronco do Gasoduto, foi concluído este ano o desenvolvimento do sistema de análise de risco quantitativa pelo método Muhlbauer , que substituirá a metodologia semi- quantitativa vigente. O novo modelo de análise de risco foi customizado para as características do Gasoduto Bolívia -Brasil e está suportado por informações do Gasoduto e do seu entorno, tais como: dados de projeto, de construção, de operação, de exposição às ameaças, das mitigações existentes, de inspeção, de manutenção, entre outras. Este sistema permite obter as probabilidades de falha e suas consequências ao longo do duto. Todas as informações são processadas em um sistema informatizado composto de aplicações para carregamento de dados, bancos de dados e software de cálculo de risco.

No final do ano foi apresentada à Diretoria Executiva uma proposta de estratégia e metodologias de análise de riscos operacionais do Gasoduto, centrado em confiabilidade. O trabalho consiste no incremento da análise de riscos operacionais, estabelecendo a interface com o Comitê de Gestão de Riscos Empresariais. O objetivo é implementar o gerenciamento integrado dos riscos empresariais, aprimorando, desta forma, o processo de gestão de riscos, ampliando a cultura com abordagem diferenciada de risco na Companhia. Este trabalho será executado durante o ano de 2015, com previsão de conclusão em dezembro do referido ano.